Plano de Mitigação de Fauna Silvestre Atropelada para a Rodovia BR-267

O Plano de Mitigação de Fauna Silvestre Atropelada para a Rodovia BR-267, no Mato Grosso do Sul, elaborado voluntariamente pelas pesquisadoras Patrícia Medici e Fernanda Abra, propõe alternativas viáveis de implementação de medidas para reduzir os atropelamentos de mamíferos de médio e grande porte ao longo da rodovia.

A BR-267 corta o Cerrado, um dos biomas mais ameaçados do Brasil e reconhecido como hotspot mundial de biodiversidade. Apesar de sua importância ecológica, há poucas medidas de mitigação implementadas para a proteção da fauna nesse trecho da rodovia, que totaliza 655 quilômetros, ligando Porto Murtinho, na fronteira com o Paraguai, até Bataguassu, na divisa com o estado de São Paulo.

O plano, elaborado em outubro de 2019, foi direcionado ao Ministério Público Federal do Mato Grosso do Sul, ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), com o objetivo de subsidiar a adoção de políticas públicas voltadas à conservação da fauna silvestre e à segurança viária.

A iniciativa se baseia em dados apresentados no relatório técnico “Impacto de Atropelamentos de Anta Brasileira (Tapirus terrestris), entre 2013 e 2019, em Rodovias Estaduais e Federais do Estado do Mato Grosso do Sul, Brasil”, publicado em 2019 pelo IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. O estudo revelou a elevada mortalidade de antas e outras espécies na BR-267, reforçando a urgência de ações concretas.